PCdoB discute atuação parlamentar em defesa do país

Ao abrir o seminário Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e a atuação parlamentar do PCdoB no atual quadro político do país, nesta sexta-feira (30), em Brasília, o presidente nacional da legenda, Renato Rabelo, disse que “há uma questão política maior que é a defesa desse país.”

Lid. PCdoB na CâmaraA mesa de abertura do evento contou com a participação de Renato Rabelo, o ministro Aldo Rebelo e as líderes do Partido no Senado e na Câmara.
A mesa de abertura do evento contou com a participação de Renato Rabelo, o ministro Aldo Rebelo e as líderes do Partido no Senado e na Câmara. Na discussão sobre a atuação parlamentar do PCdoB, Rabelo disse que as ações devem ser direcionadas para o desenvolvimento do Brasil.

“Nós temos um grande potencial. O desenvolvimento é possível e podemos alcançar uma sociedade mais justa e mais harmônica”, avalia o presidente, reafirmando o voto de confiança no Governo Dilma.

“O nosso interesse é o Brasil – seu povo. É um absurdo na hora presente se juntar a essas forças (oposicionistas) e em uma situação dessas (crise econômica mundial) se perder”, afirma Rabelo, para quem a responsabilidade do PCdoB é “abrir o caminho”, tendo como ponto de partida o Governo Dilma, “porque não temos alternativa melhor do que o sucesso desse governo.”

Os oradores que se seguiram a Renato Rabelo – o ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo; e as líderes do Partido no Senado, Vanessa Grazziotin (AM) e na Câmara, Jandira Feghali (RJ) – concordaram com a fala do dirigente comunista e destacaram como a defesa do projeto do Partido e do Governo Dilma ocorrerá nas instâncias em que atuam.

Aprimorar propostas

Para Renato Rabelo, o apoio à presidenta Dilma deve passar necessariamente pelo aprimoramento das propostas apresentadas pelo governo. Ele lembrou que o PCdoB tem propostas para enfrentar os impactos da crise econômica mundial que impacta o Brasil como todos os demais países. E que essas propostas foram entregues a Dilma Rousseff na ocasião em que o partido anunciou seu apoio à reeleição da presidenta.

“Ajustes são sempre difíceis, mas são necessários e temos que discutir, no âmbito do Legislativo, do governo e das organizações sociais, levando em conta o interesse da Nação, para não escancalhar com o Brasil”, afirma Renato Rabelo aos parlamentares estaduais e federais do PCdoB que assumem seus mandatos neste domingo (1º).

Ele defendeu “uma plataforma mínima que una a esquerda e os movimentos sociais em torno das questões candentes da soberania”, ao destacar a necessidade de reformas estruturantes para o país, como a reforma política, a regulamentação da mídia e a reforma tributária.

“Precisamos de um povo unido para defender as bandeiras importantes como as reformas estruturais”, anunciou Renato Rabelo, lembrando que a correlação de força política após a eleição aponta para o fato de que o PSDB passou a ser um braço da direita e da extrema direita do país – “um consórcio oposicionista, tentando impedir que Dilma governe, numa tentativa golpista.”

Ele destacou que o senador eleito do PSDB, José Serra (SP) “anda dizendo que o governo Dilma não chegará ao fim.” E que o mesmo Serra foi a manifestações pedindo a volta dos militares.

Impactos da crise econômica

Além da questão política, Renato Rabelo fez uma avaliação da realidade econômica mundial e o impacto no Brasil. Ele diz que essa crise do capitalismo, que já se arrasta a sete anos sem perspectivas de saída, chegou ao Brasil, obrigando a presidenta Dilma a realizar uma flexão na orientação econômica do governo.

“(Um) ajuste necessário diante dessa realidade do mundo”, diz Rabelo, enfatizando que a presidenta tem reafirmado sempre a garantia dos compromissos da campanha.

“Agora atingimos um limite e precisamos de reequilíbrio fiscal criando condições de reduzir a inflação e a taxa de juros para aumentar o emprego e a renda. Direitos trabalhistas são intocáveis e não será o nosso governo, um governo dos trabalhadores, que irá revogá-los”, falou o dirigente comunista, citando textualmente a presidenta Dilma.

A proposta do governo é de ajuste fiscal gradativo, garantindo emprego e renda e assegurando direitos, explicou ele. E lembrou que o PCdoB tem suas posições sobre como deve ser feito esse ajuste, citando o exemplo do superávit primário.

“Nós deveríamos ter duas metas, uma levando em conta o equilíbrio fiscal e uma reserva para investimento público”, explicou Rabelo, acrescentando que para a inflação, o PCdoB sugere que seja estendida a meta de um para três anos para levar em conta alterações sazonais.

Renato Rabelo abriu o evento, manifestando a pretensão de atingir os objetivos do seminário que é o de, aproveitando a presença de todos, abrir um diálogo importante no começo de novo governo.

Realidade atual

“Precisamos compreender as condições políticas, econômicas e sociais que vivemos no mundo e no Brasil” para a atuação parlamentar e governamental dos comunistas, esclarece o dirigente comunista.

Segundo ele, “esse ajuste no Brasil, propugnada pela Presidenta da República decorre da crise econômica mundial. No primeiro momento não nos abalou, mas com a continuação nos atinge”, citando o primeiro ministro da China, que, em reunião recente do Fórum Econômico Mundial, em Davos, disse que a crise mundial impõe ajuste das economias nacionais.

“O arrefecimento atingiu a própria China”, destacou Rabelo, lembrando que China é um dos países que mais cresceram nos últimos anos.

No Brasil, soma-se aos efeitos da crise econômica mundial, a situação climática, que influencia na questão energética, e uma oposição raivosa, o que coloca os apoiadores do governo em uma situação que exige muita articulação e ação, objetivo do seminário que prossegue no período da tarde com vários outros oradores.

De Brasília, Márcia Xavier

Fonte: Portal Vermelho

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