Educação e esporte são bandeiras do mandato de Wadson Ribeiro

Empossado no início deste mês para um mandato tampão até fevereiro, o agora deputado federal e presidente estadual do PCdoB, Wadson Ribeiro, disse que visitará os municípios mineiros e se prepara para assumir a cadeira da legislatura 2015-2018 no mês que vem, quando, efetivamente, o ano parlamentar no Congresso Nacional terá início.

Educação e esporte são bandeiras do mandato de Wadson Ribeiro Wadson: “Soou como música em meus ouvidos o discurso da presidenta Dilma que colocou no centro de sua preocupação a educação”.

Em entrevista exclusiva à Tribuna de Minas, o parlamentar falou sobre seus projetos para o futuro mandato, em que pretende hastear as bandeiras da educação e do esporte, e prometeu lutar pelo incremento da economia e da retomada do desenvolvimento de Juiz de Fora e região.

Leia abaixo trechos da entrevista de Wadson Ribeiro à Tribuna de Minas:

Tribuna: Antes de herdar uma cadeira na Câmara, muito se falou sobre a possibilidade de o senhor integrar o secretariado do governador Fernando Pimentel (PT). De fato houve algum tipo de convite de Pimentel?

Wadson Ribeiro: Fomos convidados pelo governador para fazer parte de seu time. Não havia definição de qual seria a secretaria. Porém, a escolha de George Hilton (deputado federal do PRB, que assumiu o Ministério do Esporte) e de Patrus Ananias (deputado federal pelo PT, que foi para o Ministério do Desenvolvimento Agrário) como ministros e a consolidação de Odair Cunha (deputado federal pelo PT) na Secretaria de Estado de Governo, abriu a possibilidade de assumir uma cadeira na Câmara. Um mandato no Congresso é algo importante sob o aspecto partidário, pois o PCdoB teve sua bancada federal reduzida de 15 para dez, e para o próprio governador, que reconhece a relevância de ter, em Brasília, deputados capazes de fazer a interlocução entre Minas e o Congresso. Reforçar a bancada mineira e a bancada de apoio ao governo do estado foi algo que pesou na minha decisão.

Com qual desafio o senhor assume uma cadeira na próxima legislatura? Quais áreas devem pautar sua atuação?

Soou como música em meus ouvidos o discurso da presidenta Dilma que colocou no centro de sua preocupação a educação. É uma área que remete à minha trajetória. Fui presidente da UNE e sempre participei do debate em torno da educação. Este é um setor em que quero dedicar muita energia. A área do esporte, pela minha passagem pelo Ministério do Esporte, também merecerá atenção especial. Uma grande preocupação que tenho no campo político é lutar pela retomada do crescimento de Juiz de Fora e da Zona da Mata. A cidade tem muitos problemas no campo econômico e de desenvolvimento, e quero que meu mandato seja mais uma força no sentido de tentarmos reverter esse quadro.

O senhor foi empossado como suplente para um “mandato tampão”. Como o senhor pretende aproveitar esse mês sem agenda parlamentar no Congresso?

Parte de um mandato parlamentar é exercido em Brasília, nas sessões, e outra parte, exercida nas bases eleitorais. Neste momento de recesso, a gente procura explorar uma presença maior no estado. Aliás, acho que essa questão deve ser debatida na reforma política. É preciso dar posse aos deputados no dia 1º de janeiro. Não tem sentido esse hiato. Aliás, eu já havia tomado uma decisão. Se não tivesse a certeza de assumir uma cadeira na próxima legislatura, iria declinar deste mandato em janeiro. Mas, como assumo uma cadeira em fevereiro, é importante me familiarizar mais com o trâmite da Câmara e aproveitar este mês para visitar vários municípios mineiros e consolidar a criação de um mandato participativo, coletivo e plural.

O PCdoB integra os primeiros escalões e as bases dos governos federal e de Minas. O que senhor espera do segundo mandato da presidenta Dilma e da gestão de Fernando Pimentel no estado?

No cenário federal, o que está em jogo é a intensificação das mudanças sociais. A Dilma precisa avançar na reforma política, para tornar o sistema mais claro, participativo e transparente. Precisamos avançar também na reforma democrática da mídia, para que possamos ter uma mídia de melhor qualidade, que não seja manipulada por poucas famílias do país. Precisamos colocar os recursos do pré-sal no centro da agenda, para fazermos uma verdadeira revolução na educação. A agenda dos tucanos, que prevaleceu em Minas, foi derrotada. Qual o resultado dessa agenda? O Pimentel pega um estado quebrado, com baixa capacidade de investimento. O famigerado choque de gestão significou um estado que não valoriza seus professores e não tem grandes programas sociais. O novo governador tem um grande desafio e, por isso, o PCdoB está ao seu lado nessa luta. Precisamos retomar o protagonismo e o caminho industrial do estado, que, hoje, vive de commodities, de café e minério de ferro. Sem isso, não há como fazer investimentos maciços em educação, na segurança e na modernização do estado.

Agora como deputado, que papel o senhor pretende exercer na próxima eleição municipal? O senhor se enxerga como um possível candidato a prefeito ou a vice-prefeito (de Juiz de Fora)?

Tenho o desafio de assumir o mandato e tentar fazer um bom trabalho para contribuir para a cidade e para meu estado. Torço para que o Bruno (Siqueira, prefeito de Juiz de Fora) tenha capacidade de articular essas forças políticas em torno de sua reeleição, e que isso signifique um novo tempo para Juiz de Fora. Agora, se as opções do prefeito forem mais conservadoras, em sintonia com partidos políticos que se posicionam contra os governos estadual e federal, isso não deixaria um ambiente confortável para a presença do PCdoB. Aí abriríamos outra discussão. Teríamos um tempo para discutir, mas poderia haver uma candidatura do PT ou do PCdoB, por exemplo. Porém, hoje, nosso objetivo principal é fortalecer a administração municipal. Pois se ela não der certo, quem perde é a cidade. O Bruno é um prefeito do PMDB, um partido ao qual temos muito respeito, com o qual caminhamos juntos nas esferas federal e estadual. Essa responsabilidade está nas mãos dele. Se sua opção for por essa construção, o PCdoB estará junto. Caso a escolha seja outra, nós respeitaremos, mas muito dificilmente caminharemos lado a lado.

Fonte: Tribuna de Minas 

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